terça-feira, 30 de abril de 2013
Talvez ...
"Talvez um dia eu
veja as coisas de outro jeito ...
Talvez um dia eu pegue tudo isso que vivi e faça uma grande livro, cheio de figuras, citações e até mesmo uma dedicatória ...
Talvez ...
O fato é que tenho que viver com o que tenho agora, com o que sou agora, e com tudo aquilo que aconteceu até agora.
Como é difícil superar feridas, dói, dói e não é pouco, acreditem, sou o tipo de pessoa ótima em resolver problemas, porém sou ótima com o problema dos outros, quando o fato é meu, paraliso, fico estagnada diante a situação ...
Engraçado essa coisa da Vida, de repente perdemos um pouco de nós, agrego isso ao fato de que muitas vezes deixamos um pedaço nosso com o outro ...
Quem me conhece minimamente sabe que tenho o coração do tamanho do Mundo, tenho um jeito completamente intenso de viver as coisas, chego a ser extremista, sei que esse meu Exagero não combina muito com as relações modernas, mas me desculpem, não sei ser ou agir de outro modo ...
Falo o que penso, falo o que sinto, e mesmo sabendo que devia calar faço da palavra o meu instrumento para o Mundo ...
Vejo pessoas como algo muito além de nome, sobrenome, RG, CPF, numero de telefone e derivados ...
Gosto de fazer surpresas, gosto de bilhetes dentro da bolsa, gosto de tarde no parque, gosto de olho no olho, gosto de transformar uma terça a tarde num sábado a noite ...
Gosto de ser "diferente", mesmo que esse diferente me custe tão caro ...
O Mundo é volúvel, pessoas são cada vez mais inconstantes, hora querem, apos cinco minutos não querem mais ...
Isso cansa, isso faz com que eu repense todos os dias a minha maneira de ser, mas existe uma esperança que teima em me seguir ...
Quero uma casa grande, quero cachorros, quero historias, quero amigos, quero domingo sem fazer nada ...
De rasteira em rasteira fui aprendendo a ser forte, as vezes penso que sou a mulher mais idiota da face da terra, mas quer saber de uma coisa, foda -se.
Sim, foda -se, quem gostar verdadeiramente dessa Flavia, vai gostar do conjunto ...
Sou extremamente mal humorada pela manha, uso o mesmo perfume a anos, não troco a cor do meu esmalte, o vermelho me seduz, não sei cozinhar, lavar e muito menos passar, assumo minhas estrias, ando de Havaianas e moletons, detesto que durmam de meia ao meu lado, amo cachorros, jamais, veja bem, jamais mecha nos meus cadernos e por favor não abra a porta do guardo roupa, a desordem é nítida lá.
De resto sou fácil de levar, de resto eu já não venho esperando mais nada ..."
Talvez um dia eu pegue tudo isso que vivi e faça uma grande livro, cheio de figuras, citações e até mesmo uma dedicatória ...
Talvez ...
O fato é que tenho que viver com o que tenho agora, com o que sou agora, e com tudo aquilo que aconteceu até agora.
Como é difícil superar feridas, dói, dói e não é pouco, acreditem, sou o tipo de pessoa ótima em resolver problemas, porém sou ótima com o problema dos outros, quando o fato é meu, paraliso, fico estagnada diante a situação ...
Engraçado essa coisa da Vida, de repente perdemos um pouco de nós, agrego isso ao fato de que muitas vezes deixamos um pedaço nosso com o outro ...
Quem me conhece minimamente sabe que tenho o coração do tamanho do Mundo, tenho um jeito completamente intenso de viver as coisas, chego a ser extremista, sei que esse meu Exagero não combina muito com as relações modernas, mas me desculpem, não sei ser ou agir de outro modo ...
Falo o que penso, falo o que sinto, e mesmo sabendo que devia calar faço da palavra o meu instrumento para o Mundo ...
Vejo pessoas como algo muito além de nome, sobrenome, RG, CPF, numero de telefone e derivados ...
Gosto de fazer surpresas, gosto de bilhetes dentro da bolsa, gosto de tarde no parque, gosto de olho no olho, gosto de transformar uma terça a tarde num sábado a noite ...
Gosto de ser "diferente", mesmo que esse diferente me custe tão caro ...
O Mundo é volúvel, pessoas são cada vez mais inconstantes, hora querem, apos cinco minutos não querem mais ...
Isso cansa, isso faz com que eu repense todos os dias a minha maneira de ser, mas existe uma esperança que teima em me seguir ...
Quero uma casa grande, quero cachorros, quero historias, quero amigos, quero domingo sem fazer nada ...
De rasteira em rasteira fui aprendendo a ser forte, as vezes penso que sou a mulher mais idiota da face da terra, mas quer saber de uma coisa, foda -se.
Sim, foda -se, quem gostar verdadeiramente dessa Flavia, vai gostar do conjunto ...
Sou extremamente mal humorada pela manha, uso o mesmo perfume a anos, não troco a cor do meu esmalte, o vermelho me seduz, não sei cozinhar, lavar e muito menos passar, assumo minhas estrias, ando de Havaianas e moletons, detesto que durmam de meia ao meu lado, amo cachorros, jamais, veja bem, jamais mecha nos meus cadernos e por favor não abra a porta do guardo roupa, a desordem é nítida lá.
De resto sou fácil de levar, de resto eu já não venho esperando mais nada ..."
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Barco !
"Atenção senhores passageiros, à partir do momento que vocês subirem a bordo tudo será imprevisível ...
Sim, não temos rota traçada e muito menos destino certo ...
Seguiremos conforme o vento soprar, iremos para onde o destino apontar.
Passaremos tormentas, passaremos por dias de chuva, porém atracaremos em ilhas paradísicas e teremos os mais deliciosos dia de sol ...
Nossa tripulação possui todos os tipos de pessoas, temos homens, mulheres, ricos, pobres, temos seres humanos, seres que se igualam por serem constituídos de carne, osso e sentir ...
Nesta viagem é permitido sentir, sim, isso não é uma utopia, isso é a realidade !
A bordo vocês poderão trocar experiencias incríveis, conhecer pessoas, adquirir habilidades, crescer, e claro, assim como em toda viagem, alguns possuem destinos diferentes, muitos iram subir e descer do barco, é preciso se adaptar a isso, por mais dolorido que seja, é preciso entender que a viagem segue ...
Acredite, tudo, absolutamente tudo que acontecer a bordo tem um "por que", por mais que sejamos revirados, destroçados, torcidos, com ou sem hematomas expostos, o barco segue ...
Alguns tripulantes podem fazer com que você altere os planos da sua viagem, geralmente quando isso acontece é preciso olhar tudo a sua volta, respire, pense e se seu coração bater mais forte, esqueça os medos, esqueça o passado, desembarque e siga ...
E para aqueles que quiserem pegar esse barco, dou uma dica, o nome dele é Vida."
Sim, não temos rota traçada e muito menos destino certo ...
Seguiremos conforme o vento soprar, iremos para onde o destino apontar.
Passaremos tormentas, passaremos por dias de chuva, porém atracaremos em ilhas paradísicas e teremos os mais deliciosos dia de sol ...
Nossa tripulação possui todos os tipos de pessoas, temos homens, mulheres, ricos, pobres, temos seres humanos, seres que se igualam por serem constituídos de carne, osso e sentir ...
Nesta viagem é permitido sentir, sim, isso não é uma utopia, isso é a realidade !
A bordo vocês poderão trocar experiencias incríveis, conhecer pessoas, adquirir habilidades, crescer, e claro, assim como em toda viagem, alguns possuem destinos diferentes, muitos iram subir e descer do barco, é preciso se adaptar a isso, por mais dolorido que seja, é preciso entender que a viagem segue ...
Acredite, tudo, absolutamente tudo que acontecer a bordo tem um "por que", por mais que sejamos revirados, destroçados, torcidos, com ou sem hematomas expostos, o barco segue ...
Alguns tripulantes podem fazer com que você altere os planos da sua viagem, geralmente quando isso acontece é preciso olhar tudo a sua volta, respire, pense e se seu coração bater mais forte, esqueça os medos, esqueça o passado, desembarque e siga ...
E para aqueles que quiserem pegar esse barco, dou uma dica, o nome dele é Vida."
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Robô !
"Era uma vez um Robô, porem diferentemente dos demais, ele não possuía um numero de serie ou um condigo de identificação, ao invés disso ele possuía nome, sobrenome, RG, CPF, Titulo de Eleitor, e todos os demais documentos que o colocavam na classe de ser ...
Ao contrario de circuitos e soldas, ele possuía cérebro e nervos, e acreditem, ao invés de óleo para maquina, dentro dele corria sangue ...
Realmente esse Robô era diferente de tudo, no lugar da bateria interna, ele possuía algo que o colocava acima de todos os outros Robôs ali existentes, ele possuía um coração, e como esse coração era vibrante, ele batia no compasso de uma bateria de escola de samba ...
Por vezes esse Robô olhava a sua volta e não compreendia o mundo na qual estava, se sentia um estranho em meio a tantos comuns, o Robô não tinha roteiros traçados e nem uma programação própria, ele era capaz de sonhar, fazer, planos e até mesmo desenvolver sentimentos ...
Loucura, não, afinal tudo é possível quando se trata de "era uma vez", pobre Robô vivia em um mundo de seres maquinas, e ele que tinha tanto não achava um semelhante para dividir...
Um dia ele comprou flores, e saiu a busca de algum Robô com a mesma estrutura que a sua ...
Sim, ele queria viver algo mágico, algo que nem ele mesmo sabia o que era, porém todos passavam correndo por ele, as funções estavam pré programadas, todos os outros Robôs tinham seu fazer social, todos queriam lucrar cada vez mais, desse modo as peças poderiam ser trocadas, todos não ligavam para sentir ou estar ...
Pobre Robô, ele se em meio a seres Robotizados, seres que só se preocupavam com o seu bem estar, seres que eram tão Robôs quanto ele, porem o que mudava era aquilo que estava por dentro ...
Por fim nosso herói se sentou na calçada, triste, cabisbaixo, a essa altura do campeonato as flores já estavam murchas ...
E quando ele achou que estava tudo perdido, do outro lado da rua lá estava um ser com a mesma expressão que a sua, foi instantâneo, eles não eram mais um numero impar dentro da sociedade, eles eram um par ..."
Ao contrario de circuitos e soldas, ele possuía cérebro e nervos, e acreditem, ao invés de óleo para maquina, dentro dele corria sangue ...
Realmente esse Robô era diferente de tudo, no lugar da bateria interna, ele possuía algo que o colocava acima de todos os outros Robôs ali existentes, ele possuía um coração, e como esse coração era vibrante, ele batia no compasso de uma bateria de escola de samba ...
Por vezes esse Robô olhava a sua volta e não compreendia o mundo na qual estava, se sentia um estranho em meio a tantos comuns, o Robô não tinha roteiros traçados e nem uma programação própria, ele era capaz de sonhar, fazer, planos e até mesmo desenvolver sentimentos ...
Loucura, não, afinal tudo é possível quando se trata de "era uma vez", pobre Robô vivia em um mundo de seres maquinas, e ele que tinha tanto não achava um semelhante para dividir...
Um dia ele comprou flores, e saiu a busca de algum Robô com a mesma estrutura que a sua ...
Sim, ele queria viver algo mágico, algo que nem ele mesmo sabia o que era, porém todos passavam correndo por ele, as funções estavam pré programadas, todos os outros Robôs tinham seu fazer social, todos queriam lucrar cada vez mais, desse modo as peças poderiam ser trocadas, todos não ligavam para sentir ou estar ...
Pobre Robô, ele se em meio a seres Robotizados, seres que só se preocupavam com o seu bem estar, seres que eram tão Robôs quanto ele, porem o que mudava era aquilo que estava por dentro ...
Por fim nosso herói se sentou na calçada, triste, cabisbaixo, a essa altura do campeonato as flores já estavam murchas ...
E quando ele achou que estava tudo perdido, do outro lado da rua lá estava um ser com a mesma expressão que a sua, foi instantâneo, eles não eram mais um numero impar dentro da sociedade, eles eram um par ..."
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