“O dia seguia, o relógio marcava 15:30 H, o sol ardia na
pele, entre passos apressados, em meio a rua, lá ia ela, pequena perante à imensidão
dos prédios, pequena em meio a centenas de pessoas que passavam de um lado para
o outro, pequena em meio aos seu pensamentos ...
Ela sempre foi o tipo de mulher que dificilmente queria
estar em algum lugar, ela que sempre se orgulhou por ser independente, ela que
era totalmente segura de si...
Ela que mais parecia uma fortaleza em forma de ser humano,
ela que não acreditava em acasos ou destino...
Eis que o farol se fecha, ela corre para atravessar, porem
um carro vem em sua direção...
Um grito de "cuidado" um puxam pelo, e pronto, ela
estava entregue...
Olhos nos olhos, e que olhar era aquele ?!?
Ela jamais havia visto nada igual, naquele olhar o tempo
parou, era como se não ouve se buzinas, agitação, prédios, nada, sim, naquele
momento não parecia haver nada entre aqueles dois seres.
Agradecimentos e apresentação feitas, um café lhe foi oferecido
...
E ela que dificilmente queria estar em algum lugar, queria
estar ali, ela que sempre foi segura de si, se sentia uma menina de quinze anos
tendo o primeiro encontro, ela que não acredita em acasos ou destino se via
completamente entregue as surpresas daquela tarde...
Encantada, fascinada, e por que não se dizer apaixonada, era
como se eles se conhecem a anos, risadas, horas de conversar e claro, um beijo
para terminar o dia.
Assim ela entendeu que de uma maneira ou de outra a Vida
pede passagem..."
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